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Release

Quem joga nas 11 dispensa resenhas, arrazoados. Douglas Germano é de chutar de longe, cabecear de olhos abertos. Sabe o que desfaz. O adversário, derrotado pelo próprio golpe de visão, vai cabisbaixo buscar a redonda, que ainda gira sob a rede sem sair do lugar – ajeita o meião e chora sem lágrimas, querendo ficar invisível.
Douglas se coloca então na posição do adversário, nem piedade nem exibição, vestindo sua farda grená de goleiro: colocação de luvas e rito benzedeiro debaixo das traves. Vem o tirambaço de média distância. Move lentamente a cabeça para o lado esquerdo, observa a bola beliscar o travessão. Tiro de meta.
O Golpe não deixa retranqueiro pular faixa. Poucos comparsas neste disco, valentia se mostra mesmo em menor número. Seu hino: plástico fino do maço de cigarros amassado no bolso; espuma de saideira; passos estalando nas calçadas da Vila Matilde; fantasia purpurinada de luar; mapa do tesouro bordado em pano de cuíca.
Operário-despadrão da música do Brasil, arredio às cópias e condescendências de falsa humildade, não segue o jogo. Douglas Germano é um apanhador de sonhos, que mira na sabedoria dos veteranos da Javari.
Fez o que quis com seu Golpe de Vista.

Roberto Didio


Cd Golpe de Vista

O cd Golpe de Vista, terceiro disco de Douglas Germano, reúne composições de um período de aproximadamente 20 anos entre a composição mais antiga e a mais recente. Douglas foi para estúdio com seu violão e uma caixa de fósforos. Eis seu Golpe. A música tocada pelo autor à sua moda, como foi feita. Golpe de Vista é se defender com as armas que se tem à mão. É fração de segundo, é situação limite, é a jogada antes do xeque-mate, é o reserva que entra faltando cinco pro fim do jogo. É posicionamento, visão do lance, é o acerto que consagra, o erro que destrói.
Um violão, um cavaquinho e uma caixa de fósforos.
Sem repetições. As canções contam sua história e se vão. Como um filme, um livro, uma peça de teatro. Começo, meio e fim.
Ver, ler, ouvir novamente fica a critério do ouvinte.
Há as participações especiais de Pedro Moreira, trombone, em “Maria de Vila Matilde” e de João Poleto, que desenhou sozinho suas intervenções de sax e flauta e outras faixas.
Um coro de cantoras líricas reforçam as tensões.

É um disco de autor. Feito pelo autor. Da maneira mais simples.

 

Show Golpe de Vista

O repertório reúne músicas do novo trabalho “Golpe de Vista” (2016), canções do disco Orí (2011), além de canções inéditas

Douglas Germano compositor paulistano já foi gravado por vários intérpretes. Juçara Marçal, Juliana Amaral, Karina Ninni, Carol Ladeira, Railídia Carvalho, Nathália Matos, Criolo, Elza Soares, Janaína Fellini, Marcelo Pretto, Fabina Cozza, Metá Metá entre outros.

Vencedor do prêmio Multishow de 2016 – categoria música do ano – por Maria de Vila Matilde, foi finalista do Grammy Latino 2016, com a mesma música, na categoria Melhor música em língua portuguesa. Seu último trabalho “Golpe de Vista” recebeu elogios da crítica especializada e foi também indicado ao Prêmio APCA 2016.

A BANDA

JOÃO POLETO | Sax e Flauta

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João Poleto gravou nos mais recentes trabalhos de Fabiana Cozza, Carlinhos Vergueiro, Borba e Rogério Rochilitz.

Em 2007, ganhou, com o grupo Cochichando, o prêmio Ney Mesquita para gravação do primeiro cd do grupo, onde divide as composições com André Hosoi e Paulo Ramos.
Em 2011, através do Proac, gravou e lançou o cd Panorama do Choro Paulista Contemporâneo, projeto idealizado por Roberta Valente e Yves Finzetto, que reuniu grandes nomes do choro paulista, como Nailor Proveta, Isaías e Israel Bueno, Luizinho 7 cordas, Laércio de Freitas, Ruy Weber, e outros, para gravar as composições desses grandes músicos. Além de participar do sexteto base que gravou o cd, também participou como compositor convidado com a faixa, “Lá Pelas Nove”. Este trabalho foi selecionado entre os 3 finalistas do 23 Prêmio da Música Brasileira, na categoria projeto especial. A segunda edição desse projeto, com a participação de nomes como, Arismar do Espírito Santo, André Mehmari, Toninho Carrasqueira e outros, foi lançada em 2015.
Foi Diretor Musical do grupo de teatro Vento Forte, durante dez anos, onde foi ganhador dos prêmios APCA/1994 pela música da peça “Entre o Céu e o Mar”, e do prêmio Shell/2004 de melhor música (ao lado de Caique Botkai), pela peça “Bodas de Sangue”, de Garcia Lorca, ambas dirigidas por Ilo Krugli, além de ser indicado ao prémio Shell/2008, pela trilha da peça Orlando Furioso, com o grupo Sobrevento.
Já acompanhou artistas como, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Noite Ilustrada, Ângela Maria, Beth Carvalho, Maria Alcina, Riachão, Elton Medeiros, D. Ivone Lara, Billy Blanco, Aldir Blanc, Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila, Ná Ozzetti, Carlinhos Vergueiro entre outros.

HENRIQUE ARAÚJO | Bandolim e Cavaquinho

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Henrique Araújo representa atualmente importante referência do cavaquinho e do bandolim no cenário musical do Brasil, e já participou de diversos concertos, e gravações ao lado de artistas populares e eruditos como Dominguinhos, Yamandú Costa, Osvaldinho do Acordeon, Elza Soares, Zizi Possi, Wilson das Neves, Zeca Baleiro e os maestros Laércio de Freitas e Roberto Sion. Participou de projetos e festivais musicais no Brasil e no exterior, dentre eles, Brahma Festival Moscow, Brazilian Festival Concertgerbouw Amsterdam, Novas Vozes em Bogotá, Ano do Brasil em Portugal, Berklee Percusion Festival, XI Festival de Choro em Paris, Festival Brotfabrik-Frankfourt, Vienne Jazz Festival, se apresentando como instrumentista e ministrando oficinas. Atualmente com 30 anos, conclui o curso de bacharel em composição na faculdade FAAM, é diretor musical e regente do Cordão Carnavalesco Assim é que é, integra os grupos Panorama do Choro Paulistano Contemporâneo, Cadeira de Balanço, Batuqueiros e sua Gente,
Alexandre Ribeiro Quarteto e Aeromosca, além de acompanhar a cantora Fabiana Cozza. Também se dedica a seu trabalho solo sobre as composições instrumentais de Dominguinhos.

RENATO ENOKI  |  Baixo Acústico

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Iniciado na música aos 12 anos, Renato passou por alguns instrumentos até chegar no violão de 7 cordas. Estudou bateria durante 5 anos e contra-baixo por 3, passando por diversos professores, em conservatórios como Souza Lima e EMESP. Também estudou com o grande mestre Luizinho 7 Cordas.

Desde cedo,15 anos, Renato tocou na noite em bares e casas de shows. Tocou diversas vezes no bairro do Bexiga, famoso por sua vida noturna, na Vila Olímpia, no grande ABC e no interior de São Paulo, chegando também a tocar em outros estados, como Minas Gerais e Paraná.

Foi Primeiro violão do G.R.C.S.E.S. Unidos do Peruche, tradicional escola de samba paulistana, por 3 anos, período onde além de comandar o time de cordas na avenida, atuou como acompanhador da Velha Guarda da Unidos do Peruche, e também da Ala Show da Unidos do Peruche.

Integrante fundador do Trio Gato com Fome, realizou diversos projetos, nos quais se destacam seus trabalhos como arranjador, compositor e intérprete em shows e em famosos festivais de musica do Brasil, a gravação do disco do Trio Gato com Fome, e a participação na gravação do disco “O Velho Batuqueiro”, do mestre e padrinho, Osvaldinho da Cuíca. Ainda com o Trio, trabalhou como artista em navios de cruzeiros por duas temporadas, e realizou uma turnê européia.

Desde sua primeira turnê na Europa, em 2007, retorna ao velho continente constantemente para fazer shows de musica brasileira e dos mais diversos estilos musicais, passando por jazz, ritmos latinos, musica balcânica, entre outros, tocando em clubes de jazz, casas de espetáculo e salas de concerto.

No Brasil, já dividiu os palcos com nomes consagrados de nossa musica popular, tais como, Jair Rodrigues, Riachão, Osvaldinho da Cuíca, Germano Mathias, e outros.

JÚLIO CÉSAR  |  Percussão

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Julio Cesar iniciou seus estudos com Osvaldinho da Cuíca .Já tocou e gravou com Living Colour, Clayton Cameron, Yoko Ono, Arismar  do  Espírito  Santo, Raul de Souza, Laércio de Freitas,  Benjamim Taubkin, Filó Machado, Eduardo Gudin,  Germano Mathias, Demônios da Garoa,  João Donato, Luis Carlos da Vila, Roberto Silva, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Leci Brandão, Fabiana Cozza, Maria Bethânia, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Thobias da Vai-Vai, Neguinho da Beija Flor, Jair Rodrigues, Dona Ivone Lara, Moacyr Luz, Ney Lopes, Royce do Cavaco, Thaíde, Tony Tornado, Emicida, entre outros. É coordenador e professor do curso de percussão brasileira – Instrumentos do Samba – no Instituto de Bateria Vera Figueiredo em São Paulo e realiza diversos workshops, shows e gravações. Contato: www.juliocesarmusic.com

RAFAEL Y CASTRO  |  Bateria

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Mestre em percussão pela UNESP na área de Performance sob orientação de Carlos Eduardo Di Stasi, Professor Assistente do PIAP – Grupo de Percussão do Instituto de Artes da UNESP e Consultor do Projeto Encontros com a Percussão Popular Brasileira. Coordenador Técnico Artístico Pedagógico do naipe de percussão do Projeto Guri. É integrante do Duo A Moda da Casa em parceria com o percussionista Julio Cesar, trabalho este com o foco em uma linguagem contemporânea, sob influência do minimalismo e da percussão brasileira. Em sua pesquisa atua em diversas Baterias das Escolas de Samba, do Rio de Janeiro e de São Paulo. Tocou com Germano Matias, Wilson Moreira, Jamelão, Alcione, Maria Bethânia, entre outros. Participou do Grupo PIAP de 1995 a 1999 e no mesmo período foi Mestre de Bateria da Escola de Samba Império do Cambuci, e primeiro repinique da Caprichosos da Zona Sul. Foi diretor de percussão do Espetáculo Samwaad de Ivaldo Bertazzo e um dos arranjadores e compositores da trilha sonora.