Show no MEPE – Museu do Estado de Pernambuco | Folha do Recife

Douglas Germano, que se apresenta às 17h deste sábado (11), já gravou com Criolo e Elza Soares

 

Durante os meses de março e abril, os pernambucanos que gostarem de música de qualidade, seja ela criada por artistas brasileiros ou do Exterior, podem seguir para o Museu do Estado, no fim das tardes de sábado. É quando ocorrem os shows do projeto Ouvindo e Fazendo Música, idealizado e realizado pelo banco Santander, sempre às 17h. A retomada das performances é neste dia 11 de março, com o sambista paulistano Douglas Germano.

No sábado seguinte, é a vez do pernambucano Jam da Silva, com o repertório do disco “Nord”, seguido pela música instrumental dos argentinos do Tatadios (dia 25). Em abril, o projeto segue abrindo a janela para artistas como João Paulo Albertim (cavaquinho) e Marco César (violão de 7 cordas), do Duo Sensível (dia 1º); o bluseiro norte-americano Reverendo KM Williams se apresenta no dia 8, seguido por Iara Rennó (dia 22) e pelo duo formado por Rafael Marques e Johann Bremer (dia 29). Neste último encontro, às 14h, com entrada gratuita, haverá uma Oficina de Bandolim de 10 Cordas no Frevo de Rua, com Rafael Marques. Para os shows, os ingressos custam R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada), mas sócios do Mepe, além de clientes e funcionários do Santander têm gratuidade, com vagas limitadas e sendo preciso chegar 20 minutos antes das atividades. Informações: (81) 3184-3174.

Para fazer a escolha dos convidados, dois produtores ficam responsáveis: Carlos Branco, curador e produtor do Ouvindo Música do Santander no MEPE e no Santander Cultural em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Ana Garcia, pernambucana, que faz festivais como o Coquetel Molotov e Virtuosi. Explicando mais detalhes sobre o projeto, Carlos Branco respondeu algumas perguntas à Folha de Pernambuco:

Como foi pensada a curadoria para esta nova fase do projeto, de março e abril de 2017?

O projeto tem como base a diversidade e a qualidade. Buscamos contemplar todas os estilos, gêneros e tendências da música nacional e internacional, com especial atenção na produção local, na riquissima música produzida no estado de Pernambuco.

Você divide esta missão com Ana Garcia, produtora do Molotov. Como avalia a contribuição dela dentro deste contexto? E, ainda, qual sua opinião sobre a música produzida no Nordeste hoje, em particular em Pernambuco?

A Ana é uma das produtoras mais antenadas e importantes do país, está sempre ligada no que está acontecendo de melhor, não só na produção mundial, como na produção local. Descobrindo novos artistas, abrindo espaço para novas tendências, sem esquecer aqueles artistas que têm uma real contribuição na música brasileira e internacional. Tenho uma satisfação imensa de dividir a curadoria com ela. Pernambuco tem uma cena riquissima, tanto na música mais tradicional, como o choro e o frevo, como na modernização destes gêneros e no lançamento de novos gêneros e tendências, como demonstram o Mangue Beat e toda cena atual.

Existe uma tendência de se escolher mais artistas da música instrumental, ou cantada? Ou acima de rótulos, se pensa nestes nomes pela qualidade da produção?

A música instrumental está sempre presente, pois temos artistas importantes e um mercado mais dificil para este tipo de produção. A música cantada, ainda mais num país como o Brasil onde a canção é tão rica e tem tanta história, tem que estar presente. Mas o que pesa mesmo é a qualidade de produção, sempre buscando abarcar todos os gêneros e estilos.

Por que a escolha de Douglas Germano e o samba para a abertura?

Douglas é um sambista super importante de São Paulo, que faz a ponte entre o tradicional e o moderno e já foi gravado por artistas como Criolo e Elza Soares, ou seja, junta diferentes gerações em sua música. Então, entendemos que é interessante trazer a Pernambuco este sambista de São Paulo (cidade que já foi chamada, erroneamente, de Túmulo do Samba) e ter o samba nesta abertura, depois da programação de verão, trazendo um samba diferente do que se ouve nos dias de Carnaval

Como outros artistas podem se inscrever para outras etapas do Ouvindo e Fazendo Música?

Podem enviar material para os emails branco@brancoproducoes.com e aninha@coquetelmolotov.com.br.

Link direto: http://www.folhape.com.br/diversao/diversao/diversao/2017/03/10/NWS,20540,71,552,DIVERSAO,2330-SAMBA-DESCONSTRUIDO-PARA-VOLTA-OUVINDO-FAZENDO-MUSICA.aspx

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