Crítica: Golpe desses quero é mil

Por Rafael Mendonça

Temos que falar do disco novo do Douglas Germano, compositor da mais alta cepa que solta seus golpes de vista no meio de nossas cabeças. Ele traz em seus sambas uma coisa meio esquecida na minha opinião, uma sonoridade ímpar no meio de letras modernas, atuais. Estava com saudade de me surpreender com um álbum de samba.

“Cansei De ver o melhor perder. De ver o fraco morrer. De fingir liberdade. De ver tanta ironia invertendo a verdade. E a verdade trancada Com quem deveria solta” (Cansaço)

Já conhecia de outros carnavais por meio dos amigos Clube da Encruza (metá, passo torto e Sergito) e as inúmeras canções já gravados por todos eles. Pra familiarizar o leitor, ele é o autor de “Maria da Vila de Matilde”, eternizada na voz de Elza Soares e com uma espetacular versão em seu disco.

“Há de vir carregado de história de vida e de morte. Há de vir no garrancho das mãos calejadas que há por aí. Há de vir com a simplicidade de quem tem paixão, de quem não tem vez, de uma cicatriz feita de verdade. Há de vir carregado de história, há de vir carregado de mágoa…” (Lama)

O balanço do seu samba tem cara própria e traz aos ouvidos uma deliciosa malemolência, não é só original, é nervoso. E saber usar as influências, misturar tudo e sair disso com um mix de sensações é das maiores glórias do disco.

“No fundo do poço tem sempre um caminho No fundo do olho tem um desafio: a dança da vida é puro perigo” (Pela Madrugada)

São 12 as canções e são doze as vezes que fazem a gente pensar em como isso pode ser revigorante. Que venha mais.

“Sem ‘talvez’, o sucesso à disposição. Teu silêncio do início ao fim” (You S/A)

Pra baixar: http://douglasgermano.com.br/

Link: https://www.facebook.com/badernanoticias/?pnref=story

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