Golpe de Vista é se defender com as armas que se tem à mão.
É fração de segundo.
Depende de posicionamento e visão do lance.
Eu, meu violão, meu cavaquinho e minha caixa de fósforos.
Como em um filme, em um livro, em uma peça de teatro, as canções começam e terminam.
Sem estribilhos e repetições.
Ver, ler, ouvir novamente fica sob responsabilidade do ouvinte.
As exceções a esta forma são “Canção pra Ninar Oxum” e “Mourão que não cai”. A primeira
carrega a estrutura da canção de ninar que se repete, vira mantra e faz dormir. A segunda é a
faixa na qual o coro ganha espaço para cantar a música toda.
Conto com as participações especiais de Pedro Moreira, ao trombone, em Maria de Vila
Matilde e João Poleto, que desenhou sozinho suas intervenções de sax e flauta.
O Coro é formado por cantoras líricas reforçando as tensões em cada uma das narrativas.
Neste Golpe de Vista as canções são apresentadas como as compus e as toco.
À maneira mais crua. À maneira mais honesta.
Boa audição.
Sinceramente,

Douglas Germano

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